segunda-feira, 7 de maio de 2012

"Ouço de Justin Bieber a Luciano Pavarotti", diz integrante do trio de jovens tenores IL Volo




“Ouço de Justin Bieber a Luciano Pavarotti”, foi com essa definição de seu gosto musical que um dos integrantes do grupo italiano IL Volo explicou melhor a mistura que caracteriza o trio de tenores: juventude e música clássica. “No meu Ipod tem ainda Lady Gaga, Eros Ramazzotti, Laura Pausini e Maroon 5. E eu amo o jazz, como o de Frank Sinatra e Michael Bublé”, falou Gianluca Ginoble, de 17 anos, em entrevista por telefone ao UOL. O trio, formado ainda por Ignazio Boschetto, de 17 anos, e Piero Barone, de 18, se apresenta pela primeira vez no Brasil nesta segunda (7) e terça-feira (8), em São Paulo.
Do quarto do hotel na cidade do Panamá, um dia depois do show da turnê que está percorrendo os Estados Unidos e a América Latina, o jovem explicou que, apesar de ouvir todos os tipos de música, sempre gostou das clássicas. “Eu cantava ‘O Sole Mio’ com meu avô”, disse, citando a primeira canção de sucesso do grupo, do álbum homônimo ao trio, lançado em 2011 e gravado em Los Angeles, Roma e Londres, com releitura de clássicos e músicas inéditas.
Ainda sobre gostos musicais, Gianluca comentou que sabe pouco da música brasileira, apesar de “amar o país e estar realizando um sonho ao visitá-lo”. “Eu conheço Toquinho e o cara que gravou com o Frank Sinatra [Tom Jobim, que lançou o álbum "Francis Albert Sinatra e Antônio Carlos Jobim" em 1967]”, afirmou, antes de cantarolar “Garota de Ipanema”.
Sobre o show inédito no Brasil, o adolescente pediu para que os fãs “ouçam as músicas com atenção e aproveitem, já que é um show novo e completamente diferente dos outros clássicos”, dizendo ainda que ficou “surpreso com os gritos de meninas jovens na plateia”. “É a primeira vez que vi isto. Na Venezuela e no México, quase 70% do público era de garotas adolescentes, foi demais. Na Itália nossos fãs não são tão jovens”.
Questionado sobre a comparação que é feita entre o IL Volo e os Três Tenores, Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti, que cantaram juntos em concertos durante a década de 90 e no início dos anos 2000, Gianluca disse que, para ser igual a eles, o IL Volo terá “que estudar todos os dias, todos os anos, mas mesmo assim será impossível”.
O adolescente disse, porém, que um dos melhores momentos durante sua carreira foi quando seu trio foi citado e elogiado por Plácido Domingo em uma entrevista. “Na Itália, ele [Plácido] deu uma entrevista de quatro páginas. Em uma delas, ele disse que sente falta dos jantares e de se reunir com os Três Tenores, mas mudou de assunto e falou que gosta de ouvir IL Volo, até perguntou se o repórter conhecia”.
Segundo ele, o tenor ainda disse que “o mundo tem que conhecê-los”. “Pra gente isso é simplesmente incrível”, comentou.
O trio, que mescla clássico e pop, canções internacionais e tradição napolitana em seus shows, se conheceu em 2009, após participarem do programa de TV italiano “Ti Lascio Una Canzone”, vencido por Gianluca. Os três decidiram seguir carreira juntos após serem elogiados pela apresentação de “O Sole Mio” no show de talentos.
Para o adolescente, eles são exemplo de que programas de televisão são caminhos para bons cantores, como Susan Boyle, que ficou famosa após sua participação no programa britânico “Britain’s Got Talent”, em 2009.
“Eu gosto da Susan [Boyle]. Assim como ela, várias pessoas têm talento, mas que está escondido em casa. Os programas de TV são um meio de possibilitar o sucesso através da divulgação de novos artistas”, finalizou.

IL VOLO EM SÃO PAULO
Quando: nesta segunda (7) e terça-feira (8)
Onde: Teatro Bradesco - Piso Perdizes do Bourbon Shopping - Rua Turiassú, 2110, 3º piso, Pompéia
Quanto: R$ 70,00 (frisa 3º andar - 1 fila), R$ 100,00 (frisa 2º andar - 2ª fila), R$ 140,00 (balcão nobre), R$ 180,00 (frisa 2º andar - 1ª fila), R$ 180,00 (frisa 1º andar - 2ª fila), R$ 200,00 (frisa 1º andar - 1ª fila), R$ 250,00 (Plateia - filas O a W), R$ 300,00 (Plateia - filas A a N), R$ 350 (camarote)
Horário: 21 hs



São Paulo entra com recurso para proibir que Oscar defenda o Inter




A disputa jurídica entre São Paulo, Internacional e Oscar ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira. O advogado do Tricolor, Carlos Ambiel, entrou com um recurso no Tribunal Superior do Trabalho em Brasília para tentar cassar o habeas corpus concedido pelo ministro relator, Guilherme Caputo Bastos - a decisão liberou o atleta para voltar a defender o Colorado. O meia, inclusive, entrou em campo no último domingo, no primeiro jogo decisivo do Campeonato Gaúcho, e fez o gol colorado no empate em 1 a 1 com o Caxias.
- Entramos com um recurso questionando a decisão da última semana - confirmou Carlos Ambiel.
Ainda não existe a certeza de que o recurso será julgado nesta semana. Mas, quando isso ocorrer, o documento será analisado por um colegiado de nove ministros, inclusive o que concedeu a liberdade provisória a Oscar na última semana.
Nesta segunda-feira, Oscar esteve no TST em Brasília, onde se reuniu com o ministro Caputo Bastos. O Fluminense, adversário do Inter na próxima quinta-feira, pela Libertadores, mandou uma representação a CBF questionando a legimitidade da escalação do atleta.
Aos 18 anos, Oscar entrou na Justiça contra o São Paulo no dia 18 de dezembro de 2009. Ele alegou que, quando tinha 16 anos, foi coagido pela diretoria tricolor a assinar um contrato com validade de três anos, o que é proibido pela Fifa. O atleta ainda reclamou de estar com os salários e FGTS atrasados desde setembro de 2008.
Em primeira instância, Oscar foi vitorioso e conquistou a liminar que o tornava dono dos próprios direitos federativos. Menos de uma semana após, o São Paulo conseguiu cassar essa liminar, o que fez com o que contrato do atleta, que acaba em dezembro de 2012, voltasse a ter validade.
Oscar e o São Paulo passaram cerca de seis meses entre tentativas de acordo e disputas judiciais. Em junho de 2010, o meia conseguiu a liberação de seu vínculo e assinou com o Internacional, clube que pagou € 3 milhões (R$ 7,2 milhões) por 50% dos seus direitos federativos.
A partir daí foi a vez do clube do Morumbi correr atrás do prejuízo. O Tricolor entrou com várias acções até que, no dia 8 de fevereiro, em decisão da 16a Vara do Trabalho de São Paulo, o atleta voltou a ter vínculo com o time paulista.
Foi então que o Internacional se mobilizou e procurou o Tricolor para tentar colocar um ponto final na questão. Os gaúchos fizeram duas propostas: R$ 8 milhões e mais 10% dos direitos federativos ou R$ 10 milhões pela cessão de 100% dos direitos. Nenhuma das duas foi aceita pelo clube do Morumbi que, em determinado momento, se manifestou e estipulou o passe do atleta em R$ 17 milhões.
Na última semana, Oscar conseguiu um habeas corpus para que pudesse voltar a jogar, o que não acontecia desde o dia 17 de março. A briga envolvendo jogador, São Paulo e Internacional parece que ainda está longe do fim.



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Morre aos 91 anos o cantor Tinoco, da dupla Tonico e Tinoco




Morreu na madrugada desta sexta-feira (4), aos 91 anos, o cantor sertanejo José Perez, conhecido como Tinoco, da dupla Tonico e Tinoco. Com insuficiência respiratória, ele foi internado na tarde de quinta-feira no Hospital Municipal Ignácio de Proença de Gouvêa, na Mooca, zona leste de São Paulo. Antes de morrer, Tinoco teve duas paradas cardíacas, afirmaram familiares.
O velório do músico será realizado a partir das 10h no Cemitério da Quarta Parada, no Belém, zona leste da capital. O enterro está programado para as 17h no Cemitério da Vila Alpina. Tinoco se apresentaria na Virada Cultural paulistana às 13h do domingo (6), no palco Arouche.

Em comunicado, a Prefeitura de São Paulo e a Secretaria Municipal de Cultura lamentaram a morte do cantor, dizendo que artista que contribuiu expressivamente para a história da música sertaneja.
Segundo o filho e empresário do cantor, José Carlos Perillo Perez, o pai estava relativamente bem. "Inclusive na quarta-feira ele gravou para o programa da Inezita Barroso lá no Teatro Franco Zampari, na Avenida Tiradentes. A apresentação vai ao ar no próximo dia 20", afirmou o filho do cantor.
José Carlos ainda afirmou que o pai teve uma crise respiratória na tarde de quinta-feira, quando foi internado no hospital, por volta das 15 horas. Segundo os familiares, os médicos afirmaram que, pelos sinais apresentados pelo cantor, ele havia sofrido um enfarte dois dias antes, apesar de não ter sentido sintoma algum em casa.

Tinoco, como era conhecido, formou uma dupla sertaneja ao lado do irmão mais novo, Tonico, nos anos 1930. A dupla terminou em 1994 com a morte de Tonico, no dia 13 de agosto daquele ano, ao cair da escada do prédio onde morava. O último show da dupla foi na cidade mato-grossense de Juína, em 7 de agosto de 1994.
 
A primeira apresentação profissional de Tonico e Tinoco foi em 15 de agosto de 1935, ao lado do primo Miguel. A Dupla Coração do Brasil foi uma das primeira duplas sertanejas. Seus sucessos mais conhecidos incluem as músicas "Chalana", "Tristeza do Jeca" e "Chico Mineiro", entre outras.
 
Em 1943, os dois vieram para São Paulo, onde participaram de programas radiofônicos de calouros, sem sucesso. Do primeiro concurso que ganharam, com a música "Adeus, Campina da Serra", na Rádio Difusora, saiu o nome artístico Tonico e Tinoco. O primeiro disco foi lançado em 1944, e os primeiros sucessos vieram pouco depois, com "Percorrendo o Meu Brasil", "Cana Verde" e "Canoeiro".
 
Em 60 anos de carreira, Tonico e Tinoco realizaram cerca de mil gravações, divididas em 83 discos que venderam mais de 150 milhões de cópias, realizando cerca de 40 mil apresentações em toda a carreira. A dupla ainda ganhou dois prêmios Sharp e participou de seis filmes.
 
Após a morte de Tonico, Tinoco ainda cumpriu contrato de shows e fez cerca de 30 apresentações sem o irmão. Posteriormente, seguiria carreira solo ao lado de seu filho, Tinoquinho.

(Com informações da Agência Estado)


Oswaldo lembra lance de gandula a favor do Flu: 'Ninguém reclamou'




polêmica esquentada pelo Fluminense sobre o trabalho dos gandulas no Engenhão ecoou no Botafogo. Tudo aconteceu depois do lance do primeiro gol na vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, domingo passado, quando uma reposição rápida de bola de Fernanda Maia nas mãos de Maicosuel resultou no passe de Márcio Azevedo para Loco Abreu abrir o placar no Engenhão.
Desde então, a gandula Fernanda virou celebridade e a questão rendeu até mesmo um comunicado da Comissão Nacional de Arbitragem. O diretor executivo do Fluminense, Rodrigo Caetano, disse que a devolução de bola no primeiro jogo da final do Carioca, domingo, às 16h (de Brasília), no Engenhão, seja feita da mesma forma para os dois clubes.
- Não fomos na Federação reclamar quando o gandula colocou a bola no local de cobrança de escanteio para o Thiago Neves bater rápido. Naquele lance, o Fluminense quase fez um gol na gente com o Fred. Existe gandula botafoguense, vascaíno, flamenguista e, provavelmente, tricolor, como aquele. Mas não se chamou atenção suficiente naquela instância - disse o técnico Oswaldo de Oliveira.
O lance citado por ele aconteceu na semifinal da Taça Guanabara, quando houve empate 1 a 1 e o Fluminense se classificou para a final nas cobranças de pênaltis. Numa situação semelhante, houve uma confusão entre o técnico do Grêmio, Vanderlei Luxemburgo, e um gandula no Beira-Rio, justamen por colocar a bola no local de cobrança de escanteio para um jogador do Internacional cobrar com rapidez.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sem renegar Oasis, Noel Gallagher mostra em SP que foi "bom estar livre" do irmão Liam




Noel Gallagher se livrou do Oasis, mas não se desvencilhou de suas criações. Já alçando voos altos em carreira solo, o guitarrista e agora cantor de sua própria banda não quer deixar para trás suas obras já consagradas, e não tem pudores para isso. "É bom estar livre", ele canta em "(It's Good) To Be Free", música que abriu seu show nesta quarta-feira (2) em São Paulo, no Espaço das Américas. A liberdade fez bem ao irmão mais velho de Liam Gallagher.
 
Noel parece à vontade com sua nova função no palco, à frente do High Flying Birds. A interação com o público não vai muito além dos agradecimentos, mas quando precisa se manifestar não deixa seu tão peculiar humor se esconder. "Vocês ficam aí gritando, mas eu estou pouco me f******! Querem ouvir essa música? Vão para casa e ouçam o disco! Estamos aqui arrebentando!", avisou um sorridente e cínico Noel aos que pediam em coro por "The Masterplan".
 
O show é, na verdade, um compilado da carreira de Noel. Estão lá quase todas as músicas de seu álbum de estreia, "Noel Gallagher's High Flying Birds", lançado em outubro do ano passado (apenas "Stop The Clocks" --gravada em 2004 pelo Oasis para o ábum "Don't Believe The Truth", mas então descartada-- ficou de fora). Junto com os lados-B "The Good Rebel" e "Freaky Teeth", que já fazem parte da turnê, Noel presenteou as cerca de 6.300 pessoas na casa com uma novidade: "Let the Lord Shine a Light on Me", lado-B do single "AKA... What a Life!". "Essa nós nunca tocamos antes, será a primeira vez", antecipou ele.
 
O presente, no entanto, tirou do caminho um dos hits do Oasis presente nesta turnê: "The Importance of Being Idle". Em contrapartida, Noel fez novas versões para oito de seus clássicos gravados com a antiga banda. Enquanto "Supersonic" ganhou roupagem acústica apoiada por um piano, "Talk Tonight" chegou mais roqueira. E no encerramento, com "Don't Look Back In Anger", Noel se permitiu ser o centro das atenções ao se entregar ao melhor solo do show. 
 
Diferente dos shows do Oasis ou do Beady Eye de Liam Gallagher, o show de Noel não é barulhento. Soa mais pop do que rock and roll. Os vocais são suaves e as músicas de diversas fases da carreira de Noel dançam em harmonia, todas acompanhadas frase por frase pelo público. 
 
No palco, Noel é acompanhado pelo guitarrista Tim Smith, pelo baixista Russell Pritchard, pelo tecladista Mikey Rowe e pelo baterista Jeremy Stacey. Nenhum deles se destaca. Todos estão ali apenas para acompanhar o novo líder, sem excessos nem virtuosismos gratuitos. Sem grandes luzes nem cenários --a única referência à banda é uma imagem escrita Noel Gallagher's High Flying Birds no bumbo da bateria--, as 20 músicas da apresentação de exata 1h30 foram suficientes para conduzir, por conta própria, todo um show cercado de autobiografia. "Não olhe para trás com rancor", lembrou Noel ao despedir-se na última música do bis.
 
Noel segue com o mesmo show para o Rio de Janeiro, onde se apresenta nesta quinta-feira (3) no Vivo Rio.


Abel Braga surpreende e escala Marcos Junior entre os titulares





Nem Lanzini, nem Wagner. Sem Thiago Neves, que sofreu uma torção no tornozelo esquerdo, o técnico Abel Braga surpreendeu e escalou o jovem Marcos Junior entre os titulares no primeiro coletivo da semana, na tarde desta quinta-feira, nas Laranjeiras. Caso a decisão seja confirmada, o Fluminense encararia o Botafogo no domingo com três atacantes e apenas Deco na armação das jogadas no meio-campo.

Sem Anderson e Valencia, que ficaram fora do treinamento pelo segundo dia consecutivo, Leandro Euzébio e Edinho foram escalados. Diguinho e Wellington Nem também não terão condições de encarar o primeiro jogo da final do Campeonato Carioca. O provável time titular: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Deco; Marcos Junior, Rafael Sobis e Fred.



Marcos Junior foi o destaque do Flu na Copa São Paulo de Futebol Júnior no início da temporada. Recentemente, o atacante de 18 anos foi integrado ao grupo profissional sendo, inclusive, inscrito na Libertadores no lugar de Souza, emprestado ao Cruzeiro. Ele estreou durante o jogo contra o Macaé, na semifinal do Torneio de Consolação, e fez um gol em seu primeiro toque na bola. Também entrou nos minutos finais da partida contra o Internacional, na semana passada, pela Libertadores, e recebeu muitos elogios do técnico Abel Braga. Contra o Volta Redonda, na final do Consolação, entrou no segundo tempo.

O primeiro jogo da final do Campeonato Carioca, contra o Botafogo, será realizado no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Engenhão.



Fonte: globoesporte.com ( http://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/2012/05/abel-braga-surpreende-e-escala-marcos-junior-entre-os-titulares.html)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Baixista do Duran Duran acha surpreendente a banda continuar reunida em 2012



Há cerca de 30 anos, o Duran Duran era sinônimo de pop e de moda. Suas músicas eram cantadas nas rádios, os videoclipes ousados eram reproduzidos na TV e até roupas e cabelos eram copiados pelos fãs. Mas a banda só desembarcou no Brasil em 1988, para o Hollywood Rock. Mais uma década se passou e eles voltaram em 2008. Recentemente, a banda parece ter ressuscitado para o público brasileiro. Em menos de seis meses, Simon LeBon e gangue vieram para o SWU, em Paulínia, e agora estão de volta para uma pequena turnê que começou em Brasília, seguiu para o Rio e termina nesta quarta (2) em São Paulo.

Em entrevista por telefone ao UOL, o baixista John Taylor diz que o show é "retrospectivo". Ou seja, quem conhece as músicas famosas e não as novas vai se divertir escutando os grandes sucessos e algumas faixas do álbum mais recente, "All You Need is Now". Para Taylor, que se diz fã de Seu Jorge, o mais incrível na carreira da banda é todos estarem juntos depois de tanto tempo fazendo música. "Nenhum de nós poderia imaginar que ainda estaríamos curtindo, fazendo música juntos, tendo fãs ao redor do mundo em 2012", disse ele.

UOL - Qual a expectativa de voltarem ao Brasil em tão pouco tempo?

John Taylor - Estamos animados. Vamos primeiro para Brasília - será a nossa primeira vez lá. E depois seguimos para São Paulo e Rio. Estivemos em São Paulo há alguns meses para participarmos de um festival. Mas essas apresentações foram mais curtas. Nós adoramos o Brasil e apenas lamentamos ter demorado tanto para chegar. Não fomos nos anos 80... Na verdade, fomos sim, acho que em 1988, no Rock in Rio.

UOL - Muitos fãs ainda retém uma imagem de vocês que remonta a músicas como "Girls on Film", "Hungry Like The Wolf", "Notorious" e muitas outras. O que mudou de lá para cá?

Taylor - Bom, isso faz muito tempo. São quase 30 anos. Continuamos a fazer música, nunca paramos. E acho que nossos fãs nos acompanharam nessa jornada. É uma looonga estrada que percorremos juntos. O que mudou? Tantas coisas mudaram. Tudo mudou. Seria mais fácil dizer o que não mudou. O que é extraordinário é que ainda estamos fazendo isso. Nenhum de nós poderia imaginar que ainda estaríamos curtindo, fazendo música juntos, tendo fãs ao redor do mundo em 2012.

UOL - Pode adiantar o que veremos e ouviremos no show de São Paulo?

Taylor - É um show retrospectivo, com ênfase em "All You Need Is Now", que foi lançado no ano passado. Se você não conhece o álbum novo, então, vai haver quatro ou cinco músicas no show que você não vai conhecer. O resto do show provavelmente você vai conhecer, seja porque são músicas que tocaram nas rádios muitas vezes ou porque foram exibidas na TV muitas vezes. A maior parte é formada por músicas que as pessoas querem escutar. Mas também queremos ouvir o novo material.

UOL - Alguns de vocês chegaram a ter problemas de saúde por causa da agenda de shows da banda, ainda no início da carreira. O que mudou de lá para cá?

Taylor - Nós crescemos, não é? Somos todos adultos. Não dá para você jogar... Não é como nos nossos 20 anos, quando não tínhamos vida. Tudo se resumia às turnês e o Duran Duran. Hoje, todos nós temos filhos, mulheres. E graças a Deus. Porque temos que ter esse balanço nas nossas vidas. Ao menos, acho que eu preciso.

UOL - O que gosta de ouvir?

Taylor - Eu gosto desse cara, Grimes. Kurt Weil, Metronomy,  Washed Out. Tem muita coisa nova que eu gosto. Às vezes, escuto só música clássica por semanas. E às vezes, só escuto música contemporânea. Não precisa de mais do que três ou quatro músicas para me chamar a atenção. E fico tão animado escutando música moderna que eu me sinto com 20 anos de novo. E por um momento só quero escutar coisas novas. Depois, muda tudo e volto a querer escutar músicas de 1972 de novo. Tem tanta coisa nova que é impressionante, não? E o que é clássico nunca sai de moda. Mas acho que a gente tem que encontrar tempo para escutar coisas novas, tem que estar aberto.

UOL - E sobre música brasileira?

Taylor - Não conheço muito sobre música brasileira. Estou tentando ver aqui no meu iTunes. Gosto de [Tom] Jobim, mas todo mundo gosta. Tem... [longa pausa]. Tropicália, eu gosto muito desse período. Deixe-me ver... [mais uma longa pausa] Comprei alguns CDs quando estive aí... Ah, "siu iorg"... Acho que é isso.

UOL - Não estou identificando. Poderia Soletrar?

Taylor - S, e, u... J...

UOL - Seu Jorge?

Taylor - Isso mesmo. Muito bom. Grandes linhas de baixo...
 

DURAN DURAN EM SÃO PAULO

Onde: Credicard Hall (Av. das Nações Unidas, 17.981 - Santo Amaro)
Quando: 2 de maio (quarta-feira), às 21h30
Ingressos: R$ 500,00 (camarote 1), R$ 400 (camarote 2, pista premium), R$ 200 (pista), R$ 170 (plateia superior 1), R$ 150 (superior 2), R$ 130 (superior 3) e R$ 110 (visão parcial)



Thiago Neves torce o tornozelo, deixa o campo carregado e preocupa o Flu





O meia Thiago Neves machucou o tornozelo esquerdo no treino desta quarta-feira, nas Laranjeiras, e virou motivo de preocupação para o departamento médico do Flu. Em um lance em que estava sozinho, o jogador sentiu fortes dores no local, caiu e deu socos no gramado. A atividade foi paralisada para o atendimento ao jogador, que deixou o campo carregado pelo massagista Pedrão e pelo preparador Flavio Vignoli.
Ele será reavaliado para saber a gravidade do problema. O medo no clube é saber se ele terá condições de jogar na primeira partida da decisão do Carioca, domingo, contra o Botafogo. Na última sexta, Thiago Neves confirmou que tem convivido com dores no joelho esquerdo e uma cirurgia não está descartada.



terça-feira, 1 de maio de 2012

Rihanna lança clipe de "Where Have You Been"




A cantora Rihanna lançou o clipe da música "Where Have You Been" na manhã desta segunda-feira (30) por meio da sua página pessoal no Twitter e no Facebook.
Segundo ela escreveu em seu Twitter no dia 23 de abril, o vídeo é focado em dança e perfomance, para "contar uma história com o seu corpo".
Este é o terceiro single do álbum "Talk That Talk".

Fellype Gabriel agradece a Oswaldo: 'Resgatou minha paixão pelo futebol'




Estrear no meio do campeonato, não ter posição garantida num setor povoado no elenco e contar com um passado no arquirrival. Isso sem contar com o salário mais baixo do que o padrão dos dois anos anteriores. O cenário não era dos mais animadores para Fellype Gabriel, no fim de janeiro, ao embarcar no desafio que o Botafogo lhe ofereceu. Mas o meia tinha um trunfo: a indicação de Oswaldo de Oliveira.
Escalado como volante na final da Taça Rio, contra o Vasco, o meia esbanjou maturidade e eficiência, requisitos necessários para que o chefe e a crítica o apontassem como um dos jogadores mais obedientes taticamente. Tudo isso faz Fellype retribuir a reverência a Oswaldo, que, segundo ele, devolveu sua paixão pelo futebol.
- Ele conseguiu resgatar algumas coisas em mim, essa paixão, essa vontade de me envolver e de tentar ser perfeito na função que vou exercer. Não era de assistir muito a jogo. Em casa, gosto de aproveitar mais o tempo com a família. Mas de tanto conversarmos sobre isso no Japão, passei a observar com atenção os rivais, me preparar mais e gostar daquilo, não só de jogar. Antes, só descobria o que time tinha de bom quando começava o jogo. Hoje, é bem diferente. E, claro, tinha de estar pronto para discutir futebol com o Oswaldo (risos) - revelou.
No início, o meia estabeleceu como objetivos acabar com duas prováveis situações: o peso do passado rubro-negro, que poderia lhe render críticas a mais da torcida, e a possibilidade de ser tratado como um queridinho do treinador pela forte ligação que construiu e pelo esforço feito para sua vinda - foi o único reforço em 2012 que assinou com a anuência do chefe.
- Tinha que dar a resposta em campo. Foi ele que me trouxe, mas não podia aceitar esse rótulo de protegido. E deu certo. Comecei fazendo o simples, até sem arriscar os dribles. A motivação foi maior por isso e pela questão de ter sido revelado pelo Flamengo - admitiu Fellype, frisando que a entrega em campo e fora dele não depende do time. - Meu foco é o mesmo, não muda.
Em Portugal e no Japão, o camisa 11 foi improvisado como volante. A facilidade para a função, garante, tem tudo a ver com o detalhismo dos orientais, que casou com sua postura.
- O profissionalismo que eles têm te deixa pronto para qualquer situação. Se você treina muito e absorve aquilo, termina batendo bem na bola com as duas pernas, se policia para não deixar de guardar posição... É uma questão de cultura, é um nível acima do futebol árabe, por exemplo - avalia o jogador, em explicação sobre a razão de não ter tido dificuldade de se readaptar.
A mãe Shirley, que o acompanhou na entrevista junto do afilhado Richard, não tem dúvidas ao afirmar que a disciplina do filho nas quatro linhas está ligada à educação que deu a ele. Professora de alfabetização, ela conta que o comportamento de Fellype era exemplar.
- Se eu falasse para chegar em casa às 22h, ele chegava 15 minutos antes. Já o irmão (Diego, dois anos mais novo) era ao contrário. Então a serenidade, o talento e a organização já sabíamos que ele tinha. Hoje, diz que deu um passo para trás financeiramente para se firmar no Brasil, algo que ele sempre quis, para dar dois à frente mais tarde - disse.